(Foto: Danilo Boaventura)
Saúde

Roberto toma iniciativa para anunciar caso que pode se tornar novo escândalo na cidade

Em coletiva de imprensa no final da manhã desta quinta-feira (29), o prefeito de Anápolis Roberto Naves (PTB) adiantou uma situação que deve render desdobramentos importantes na cidade.

O chefe do Executivo Municipal contou que no último dia 19 acionou o serviço de inteligência da Polícia Militar para informar que um conhecido dele ligou em seu celular afirmando ter pago R$ 10 mil para que um ‘atravessador’ lhe conseguisse uma cirurgia para colocação de stent (tubo colocado no interior de uma artéria para prevenir ou evitar a obstrução do fluxo sanguíneo) pelo SUS.

De Porangatu, o paciente seria o pai desse conhecido do prefeito, que agora queria a devolução do dinheiro.

Perplexo, Roberto disse que imediatamente acionou o serviço de inteligência da Polícia Militar, que teria tomado par da situação e localizado esse atravessador. Levado para a delegacia, o homem teria confessado o crime.

O fato gerou uma investigação no 1º Distrito Policial da Polícia Civil de Anápolis.

Segundo o prefeito, o Ministério Público também já estaria trabalhando no caso. Ele próprio também teria procurado a Polícia Federal para consultar quais as medidas mais adequadas a se tomar no âmbito do município.

Ainda segundo o prefeito, cabe agora à Prefeitura de Anápolis acompanhar as investigações da Polícia Civil e Ministério Público.

Não está descartada a participação de servidores públicos no episódio. E, caso confirmada, Roberto adiantou que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será instaurado para responsabilizá-los.

A seção Rápidas do Portal 6 soube que há a cautela por parte da gestão para saber se há algum esquema de tráfico de influência interno para se conseguir cirurgias de alto custo pelo SUS a partir desses ‘atravessadores’.

Em tempo

Mesmo com uma população estimada pelo IBGE em 374 mil habitantes, Anápolis, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), tem cerca de 800 mil cartões do SUS cadastrados como sendo de pacientes residentes na cidade.

Essa realidade, conforme a pasta, existe porque cidadãos locais emprestam ou vendem o endereço de suas casas para permitir o cadastro. Estaria aí a gênese da figura de ‘atravessadores’ e pessoas que lucram para conseguir consultas, exames, cirurgias e tratamentos pelo SUS.

Fraude que, segundo Roberto, está sendo combatida com a informatização do sistema de saúde municipal.

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